| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Turdidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | T. fumigatus |
O Sabiá-da-mata é um Passeriforme da família Turdidae. Também conhecido como Carachué-da-capoeira (Amazônia), Chapéu-de-couro, Sabiá-baiano, Sabiá-pardão, Sabiá-verdadeiro e Sabiá-vermelho.
Mede cerca de 24 cm de comprimento. A principal característica é a cor marrom uniforme, mais avermelhada nos lados e peito. Barriga branca no centro, mesma cor da base da cauda, embaixo. O estriado da garganta é menos notável do que nas outras espécies. Bico escuro.
Não apresenta dimorfismo sexual, sendo sua diferenciação feita apenas pelo canto, que é característica dos machos. O canto dessa espécie é considerado um dos mais bonitos de toda nossa avifauna.
Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Faz ninho na ramagem, em galhos grossos, tocos ou troncos oblíquos cobertos de epífitas, entre gravatás e às vezes sobre barrancos. A fêmea bota de 2 a 3 ovos e tem de 2 a 4 posturas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias de incubação.
Varia de incomum a localmente comum no interior e nas bordas de florestas, especialmente em áreas pantanosas e várzeas, à altura dos estratos médio e inferior. Também encontrado em plantações de cacau e clareiras adjacentes. É uma espécie raramente observada, sendo mais detectada pelo seu canto. Vive aos pares, pulando no chão ou em suas proximidades.
Presente na Amazônia brasileira a leste do Rio Negro e do Rio Madeira, em direção sul até Mato Grosso e Goiás, e na costa, do Pernambuco ao Rio de Janeiro. Encontrado também na Colômbia, Venezuela e Guianas.
A parte norte do Pantanal é o limite meridional de distribuição da população amazônica, com poucas localidades conhecidas na planície.
Possui também uma população na Mata Atlântica. A fragmentação da mata diminui sua ocorrência. É procurado como ave de gaiola, devido ao belo canto flautado, o mais agradável de todos os sabiás brasileiros. Com isso, a população atlântica apresenta problemas de conservação, estando ameaçada e restrita a poucas localidades atualmente.